LIBRAS e artes

Os gestos configurados pela Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) são uma forma de comunicação entre os surdos e atualmente colaboram na interação social, pelos projetos de acessibilidade incentivados pelo decreto-lei 5.226 de 22/12/2005, dentre eles, projetos artísticos. Carlos Avelino de Arruda é professor de Comunicação Social na Universidade Anhembi Morumbi e planeja lançar em outubro a exposição "Imagens das palavras" no Museu de Arte Moderna (MAM) de Salvador.

O tema já interessava Carlos após seu doutorado, em 1999 , como complemento de trabalho: ele gostaria de dar aulas de História da Arte para surdos. e começou a estudar LIBRAS há aproximadamente cinco anos. Considerou mais díficil do que imaginava a língua de sinais, e com o auxílio de um professor particular aprendeu a falar com os sinais em dois anos de curso.

Quando questionado se os professores têm procurado mais cursos para aprender a língua de sinais, como processo de interação e convívio com a comunidade surda, ele foi pontual:
"esse convívio sequer começou e não vejo grandes interesses em conhecer melhor esta língua, exceto ações de mera curiosidade."

Ele ainda sente um pouco de dificuldade para dialogar com os surdos, pois mesmo com um repertório considerável, ainda falta a velocidade nos gestos. Treina com uma amiga surda que dá aulas de pedagogia na universidade, o que lhe vale um bom treinamento. E é sobre a estética desta língua que ele trabalha o seu ensaio fotográfico. "O objetivo é flagrar o movimento da LIBRAS no espaço, e não exatamente um gesto congelado, e de fácil decodificação", diz.

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